Dr. Alan Landecker - Cirurgia Plástica e Clínica de Estética

A Clínica
 

GORDURA LOCALIZADA

Pacientes que procuram a cirurgia plástica freqüentemente apresentam depósitos de gordura localizados nos quadris, coxas, abdome, joelhos e no pescoço. Muitos se perguntam por que a gordura tende a acumular-se especificamente nestas regiões. Nas mulheres, o estrógeno contribui para a formação de depósitos principalmente nas nádegas e culotes, visando oferecer energia extra durante a gravidez e o aleitamento. Nos homens, as influências hormonais levam à deposição de gordura principalmente na região abdominal e na cintura. Portanto, pacientes com gordura localizada e que não respondem a programas de dieta e exercícios são candidatos ideais para esta cirurgia. Vale lembrar que o procedimento não substitui os bons hábitos de alimentação, exercícios e não deve ser indicado em pacientes obesos que consideram a cirurgia ser uma "salvação" dos seus problemas.


Apesar de sua popularidade, a lipoaspiração deve ser cuidadosamente indicada, pois os resultados dependem principalmente da capacidade de retração da pele no local tratado, após a remoção da gordura subjacente. Esta retração costuma ser mais intensa em pacientes com pele espessa e sem flacidez. Nos casos onde há flacidez de pele além dos depósitos de gordura, procedimentos envolvendo a retirada desta pele (além da gordura) são necessários. Nestes pacientes, a simples remoção da gordura utilizando a lipoaspiração tenderá a acentuar as rugas e dobras decorrentes da flacidez da pele, gerando resultados insatisfatórios. Infelizmente, as irregularidades e depressões causadas pela "celulite" podem não ser eliminadas pela lipoaspiração, embora possa haver algum grau de melhora na aparência estética da região tratada.


Finalmente, a drenagem linfática, ultrassom e endermoterapia podem ser úteis, como medidas complementares, no combate aos depósitos de gordura localizada.

CELULITE

Celulite é uma alteração no tecido gorduroso e na microcirculação abaixo da pele, gerando a formação de traves fibrosas entre as células de gordura. Estas traves costumam retrair, tracionando a pele e formando depressões e ondulações com aspecto de casca de laranja. Esse processo resulta da soma de várias alterações como herança genética, sedentarismo, problemas circulatórios, alimentação inadequada, álcool, cigarro, estresse e desequilíbrio hormonal. Aparece principalmente na região dos glúteos, face interna e posterior da coxa, face interna dos joelhos, abdômen e braço. Pode ser classificada em vários níveis:


Grau 1: sem ondulações ou irregularidades na pele ao ficar de pé ou deitado, mas ao pinçar a região surgem as ondulações e depressões. Existe uma alteração do tecido adiposo, mas que não compromete a circulação.


Grau 2: ondulações e depressões visíveis à palpação, com endurecimento do tecido mas ainda sem dor. Existe uma alteração circulatória, o sangue e a linfa ficam represados e ocorre um edema intercelular.


Grau 3: ondulações e depressões são aparentes mesmo sem a palpação. Apresenta o aspecto "casca de laranja" e a região fica dolorida. A fibrose se instala e compromete a circulação. Podem aparecer vasinhos, microvarizes e cansaço nas pernas.


Grau 4: ondulações, rugosidades, depressões e vasos comprometidos visivelmente. Fase considerada grave, fibras mais duras com nódulos e circulação prejudicadas. Pernas inchadas e doloridas.


Localização


A celulite é mais comum no sexo feminino, localizando-se por ordem de freqüência nos seguintes locais:


• Face medial e posterior de coxas
• Região glútea
• Face anterior e lateral de coxas
• Face interna de joelhos
• Abdômen
• Membros superiores (braços)
• Região deltóidea (ombro)


Causas


A dependência de ciclos metabólicos inerentes ao sexo feminino tais como puberdade, ciclos menstruais e gestações, levam alguns autores a estabelecer um caráter sexual feminino secundário, uma vez que a afecção acomete aproximadamente 95% das mulheres.


Vários fatores, inerentes ao próprio organismo ou constantes no seu dia a dia, contribuem isoladamente ou em conjunto para a instalação ou agravamento do quadro, permitindo-nos classificá-los em: predisponentes e desencadeantes.


Fatores Predisponentes


Genéticos: São fornecidos pela presença de genes múltiplos com capacidade de expressão em pele de tecido celular subcutâneo de certas regiões. Isto quer dizer que é possível encontrar famílias inteiras com história de celulite, gordura localizada e problemas de retorno venoso nos membros inferiores. A produção dos hormônios sexuais e suas atividades sobre os tecidos, gerando a celulite, acometem com mais freqüência as mulheres de raça branca.

Sexuais: Em ambos os sexos, os hormônios sexuais (estrógenos, progesterona e andrógenos) orientam a distribuição topográfica do tecido gorduroso, conferindo uma característica especial à constituição deste tecido. Por exemplo, é justamente na puberdade que aparecem as características sexuais secundárias, com a formação e distribuição do tecido gorduroso. Em mulheres, estrógenos e a progesterona induzem um tamanho maior dos adipócitos e um número maior em certos locais. Em homens, a testosterona faz com que o tamanho e número dos adipócitos localizados nas regiões trocantéricas sejam reduzidos.

Hormonais: Cada vez que o organismo feminino é bombardeado por taxas consideráveis de estrógenos, há alteração de determinadas zonas pela ativação de receptores para estes hormônios. Isto induz mudanças no metabolismo das células da pele e do tecido subcutâneo, estimulando a formação de traves fibrosas entre as células de gordura.


Fatores Desencadeantes


Emocionais: alguns autores conferem um caráter predominantemente psicossomático à celulite. Fatores psicológicos negativos, como frustração, ansiedade, stress e depressão influenciariam os centros hipotalâmicos vizinhos, resultando numa má regulação na produção de estrógenos. Com isso, ocorreria retenção hídrica e alterações metabólicas, ponto de partida para a instalação da celulite. Além disso, pessoas com tendência a ansiedade, quadros depressivos ou nervosos produziriam uma quantidade maior de catecolaminas, ativando ou inibindo os sistemas enzimáticos responsáveis pelo metabolismo da gordura.


Hábitos alimentares: uma dieta rica em gorduras e carboidratos ou mesmo o baixo consumo de água e excessivo consumo de sal agravam o quadro. Alimentos que agravam o quadro: açúcares refinados, alimentos gordurosos, refrigerantes, chocolate. Outros aspectos que contribuem são a alergia alimentar, síndrome de má absorção e carência de vitaminas e amino ácidos essenciais.


Hábitos tóxicos: O uso de café, tabagismo e anticoncepcionais favorece o aparecimento e o agravamento da celulite, principalmente por alterações na microcirculação.


Sedentarismo: A falta de exercício físico regular diminui a circulação regional, o gasto calórico e os estímulos adrenérgicos nos receptores de gordura. Com isso, ocorre diminuição na utilização de glicose pelo músculo, aumento de hipotonia músculo tendínea, atrofia muscular e aumento da massa gordurosa (gordura localizada, nódulos e placas celulíticas, notadamente na região abdominal, face medial e trocantérica das coxas e região glútea).


Hábitos posturais: A posição sentada pode, pela compressão das cadeias ganglionares da região poplítea e inguinal, agravar o quadro celulítico. Isto devido ao aumento da resistência oferecida à circulação de retorno veno-linfático, favorecendo a manutenção do edema.


Alterações posturais e ortopédicas: Pacientes com lordoses, hiper lordoses, pés planos e vícios de apoio plantar podem ter um déficit na circulação de retorno venoso, favorecendo a formação de edema.


Compressão interna: Roupas apertadas (causando compressão do plexo dérmico superficial por um longo período) contribuem para a instalação de edema de toda a região comprimida, agravando o quadro. A gravidez atua como componente mecânico dificultando o retorno venoso dos membros inferiores. O aumento do estrogênio e progesterona contribui para diminuir a tonicidade das paredes vasculares, favorecendo sua dilatação com conseqüente alteração da permeabilidade vascular.


Patologias de base: Alterações renais e hepáticas, patologias de coluna, problemas circulatórios, insuficiência de retorno venoso e varizes agravam quadro celulítico.


Infecções subclínicas: coliformes, fungos e Candida albicans colaboram na depleção do sistema imunitário sistêmico e local.


Medicamentos: anti histamínicos, anti serotonínicos, anti tireoideanos, beta bloqueadores, hormonioterapia, corticóides e anti-depressivos agravam a celulite.


Tratamento


Diversas são as formas de tratamento, sendo que a eficácia dos programas depende de uma avaliação detalhada, estágio da celulite e disposição da paciente em colaborar com hábitos diários de prevenção e manutenção. Os resultados são vistos em longo prazo, e o paciente deve ser informado de que não existe a cura total para este problema- o objetivo deve ser melhorar o aspecto da região afetada. Os tratamentos mais indicados são: Drenagem Linfática, Ultrassom, Endermoterapia Vibratória e Métodos Invasivos/Cirúrgicos.


A Drenagem Linfática favorece o tratamento da celulite, pois auxilia na diminuição da retenção líquida, uma das principais causas da celulite.


O Ultrassom é um aparelho que emite ondas que provocam a quebra das células de gordura. Elimina as toxinas e estimula a circulação sangüínea.


A Endermologia Vibratória é o mais novo conceito de endermoterapia, sem sucção e sem promover a flacidez. Seu novo sistema, que atua como modelador, promove uma massagem tecidual profunda. Indicada para o tratamento de celulite e gordura localizada ajuda a eliminar os depósitos de gordura decorrentes da circulação deficiente. O mecanismo de ação é a mobilização das cápsulas de gordura no tecido, que são depois absorvidas pela corrente sanguínea e linfática. Atua através de movimentos circulares, vibratórios e de micropercussão, sem causar dor ou traumas, aumentando assim a firmeza e elasticidade da pele, atenuando imperfeições, relaxando e aliviando a fadiga e tensões musculares. A ação giratória do cabeçote é capaz de combinar ações paralelas e verticais no tecido, aumentando a oxigenação tecidual, retirada de toxinas dos tecidos e melhorando o aspecto da pele. Pode ser associada à utilização de cremes lipolíticos para diminuição de gordura local e celulite.


Entre os métodos invasivos/cirúrgicos, citamos principalmente a subcisão e a lipoaspiração. O primeiro consiste da quebra das traves de fibrose usando uma agulha específica. A lipoaspiração, além de romper as traves, elimina depósitos de gordura localizada. Infelizmente, o benefício destas técnicas pode ser temporário, com recidiva do quadro após certo tempo. Entre os métodos invasivos, a carboxiterapia está sendo estudada como novo método de tratamento. Porém, ainda não existem evidências absolutas em relação à eficácia e segurança deste método em longo prazo.

Gordura Localizada Clínica do dr. Alan Landecker >

Compartilhe Linkedin

Dr. Alan Landecker

  • Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (FMUSP), CRM-SP 87043.
  • Formado em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).
  • Formado em Cirurgia Plástica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Serviço do Professor Ivo Pitanguy) e na Clínica Ivo Pitanguy.
  • Reconhecimento do diploma médico nos EUA (ECFMG/USMLE).
  • Estagiário clínico-cirúrgico e de pesquisa nas Universidades de Miami, Alabama at Birmingham, Pittsburgh, Chicago, Nova York e Texas Southwestern, EUA.
  • Especializado em rinoplastia estruturada primária e secundária (Rhinoplasty Fellow) pela University of Texas Southwestern at Dallas, Texas, EUA, sob o Dr. Jack P. Gunter.
  • Instrutor do Dallas Rhinoplasty Symposium, curso anual teórico-prático em rinoplastia, realizado anualmente em Dallas, Texas, EUA, 2006-2008.
  • Especialista em Cirurgia Plástica e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
  • Consultor científico na área de Cirurgia Plástica da revista Men´s Health Brasil.
  • Editor da parte de rinoplastia no site da PSEN (Plastic Surgery Education Network), site educacional oficial da ASPS (American Society of Plastic Surgery).
  • Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS).
  • Membro da Rhinoplasty Society (Sociedade Internacional de Rinoplastia).
Consulte o Curriculum Vitae do Dr. Alan Landecker para obter: participação em congressos, lista de aulas sobre rinoplastia estruturada primária e secundária em congressos nacionais e internacionais, lista de publicações científicas em revistas e sites nacionais e internacionais, lista de autoria de capítulos no livro “Dallas Rhinoplasty: Nasal Surgery by the Masters, 2nd Edition", Editora QMP, EUA e autoria de livros sobre a especialidade de Cirurgia Plástica.

Acompanhe tudo sobre Rinoplastia, Cirurgia Plástica e Clínica de Estética seguindo nossas comunidades no Facebook:

Endereço

Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2738
Jardim Paulistano CEP 01442-002 - São Paulo - SP - Brasil
Telefone: (11) 3032-9977